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domingo, 7 de dezembro de 2008

Memórias: A Primavera de Will Oliveira ganha cor.

As cores assumem seu papel de ocultar o branco, de formarem camadas de visão que se sobreporão na construção representativa ao ocupar seus espaços na forma.

Memórias: A Primavera de Will Oliveira tomando forma.

Enquanto isso, por outro lado e em outro ritmo, o esboço natural, o grafite sobre a tela, vão ensaiando e criando outra representação da vida.

Memórias: A chegada do Verão.

O esboço ideal passa à existência física no grande gesto gráfico da espiral que abre a cena, inaugura a ação e leva o espectador ao tema.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Memórias: Sinhá Olímpia, sem véu.

Representar um ícone que já foi gente, e gente que se via pela rua, com quem se conversava, é um desafio interessante. Aqui se misturaram muitos ícones nesta representação, cujo nome apenas é o de uma figura que teve vida.

Memórias: Emendando as idéias da Primavera.

A vivência prática veio consolidar a teórica, em movimento muitas vezes oposto às convenções; mas a questão fundamental é a perseguição dos sentidos em toda potencialidade pictórica, a partir das obras emuladas.

Memórias: O Outono de Oliveira

Progredindo. Pintar relaciona-se a colorir o espaço, ao gesto e às sensações do artista. É expressão individual, carregada de procedimentos exclusivos. Trabalhar no plano da tela revela possibilidades infinitas de texturas, formas, grãos, brilho, matizes. O exercício da pintura dura segundos ou anos, de acordo com o desejo de cada um e termina de acordo com sua intencionalidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Memórias: Os dois primeiros painéis da Primaveras.

As imagens vão surgindo aos poucos, da seleção preliminar dos aspectos escolhidos, das fotografias. Percebe-se agora o quanto cada escolha feita encontra-se na relação intersubjetiva, interdisciplinar com o conhecimento e o quanto a retórica pode pautar o trabalho.

Memórias: Composição do painel central da Primavera.

Ao defrontar com o desafio de compor um conjunto de quadros para expressar idéias tão complexas, surge a perplexidade oriunda do hábito de compor em outras sedes, as de alguém cujos projetos acadêmicos nunca foram tão livres e cujos projetos pictóricos tão presos.

Memórias: Os trabalhos no jardim.

A escolha do “lugar sagrado” para o ritual da pintura pode parecer aleatória, mas os limites ocupados pela cor e luz, muitas vezes pouco nítidos, sequer delineados, estão lá, no ambiente. A pintura passa a representar um pouco o lugar no qual os artistas completam sua missão de colorir.
A linguagem da pintura vincula-se à idéia do binômio cor-luz. A luz manifesta a cor e por ela é manifestada aos olhos do mundo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Memórias: A Primavera de Athayde e o Verão de Oliveira

Primeiros traços de cor. Em arte, o que conta não é a expressão e a representação da cor tão somente, mas o indivíduo, sua identidade e humanidade. Primeiro vem o cultivo da criação do indivíduo, depois esse indivíduo pode criar, criar com sentido do que é tempo próprio e tempo transcendente.

Memórias: A geometria áurea e o esboço da Primavera.

A questão do sentido de espaço e da cor implica em movimento entre conhecimento e experiência sobre ambos os elementos da composição.

Memórias: Trabalhando juntos.

A experiência partilhada na construção das telas contribuiu fundamentalmente na elaboração do arcabouço dos trabalhos, pois permitiu, pela experimentação da cor, do tema, do diálogo, fundir etapas distintas das vivências e estabelecer conexões com o mundo artístico do outro – a interlocução na criação.

sábado, 22 de novembro de 2008

Memórias: O fundo para o Outono.

A partir dessa cor de fundo surgirão outras. Ora intuitivamente, ora fruto de das regras cromáticas, contrastes, complementaridade, são idéias que num relance escapam do cérebro, transformando-se em gesto. A intuição compartilha o espaço da racionalidade. As teorias cromáticas afloram assim como vislumbres das obras dos mestres.

Memórias: Will Oliveira colaborando.

A escolha do mote cor é intuitiva. Muita das vezes ela acaba predominando no contexto. Talvez por ser a linha mestra da obra, por estar na base de tudo. Da mesma forma ocorre com o contraste. Mas tudo tem base nas referências dos lugares-comuns.

Memórias: Fundos de tela para o Verão.

É curioso falar sobre o próprio trabalho, como se não fosse capaz de fazê-lo – e ao mesmo tempo fazendo-o, como se o texto acadêmico estivesse a milhares de quilômetros da produção artística – o que não procede em nenhuma hipótese. Escrever pressupõe refletir, processar idéias e reproduzi-las em linguagem formal, universitária. Já pintar é diferente, parece mais livre.

Memórias: Escalas cromáticas em verde.

A cor toma conta da superfície, transformando-a, ora livre em razão das forças da natureza (clima, gravidade, catalisação), ora submissa ao comando gestual. O incidental e o programático, a competência e a limitação.

Memórias: Discutindo montagem em linhagem.

A texturização acromática dessa tela foi eleita para acentuar o impacto das cores futuras. Na superfície naturalmente texturizada, as cores incidentes passam a produzir sombras e conseqüentemente mais cores, potencializando seu efeito. A preparação do terreno possibilita a explosão cromática vindoura.

Memórias: Montagem de tela de juta.

O desafio da tela em branco, como o do terreno virgem para o arquiteto. Nele escondem-se as infinitas possibilidades de realização da obra concreta e, no entanto, aponta possibilidades para sua execução pessoal e exclusiva. A execução passa pelos sentidos, configura-se na mente e começa a modificar o espaço construtivo e pictórico.
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